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quarta-feira, outubro 13, 2010

Citação do dia

"uma loja saudável é aquela que tem muitas razões, além do preço, para merecer a preferência do consumidor"


JULIO RIBEIRO & JOSE EUSTACHIO & EQUIPE TALENT

terça-feira, agosto 31, 2010

Agência Full service vs Agência Especializada

Nos últimos anos as agências de comunicação e propaganda da Paraíba têm enfrentado vários dilemas: ser full service ou especializada? Tradicional ou promocional? Há quem defenda que no fim das contas tudo é comunicação, mas qual o caminho correto? Este ou aquele?

No velho e conhecido sistema full service, as agências se propõem a prestar uma ampla variedade de serviços sob o pretexto de uma comunicação 360º. Bom, é da sabedoria popular que "quem tudo quer nada tem" e este é justamente o ponto negativo desta proposta de negócio: a variedade de serviços oferecidos por uma agência full service exige um grande esforço da equipe da agência que acaba com pouco tempo para se dedicar aos aspectos estratégicos da comunicação. Do lado positivo está o fato de que os clientes locais - em geral de médio ou pequeno porte -, se sentem mais a vontade em contratar apenas uma empresa para solucionar todos os seus problemas: de comunicação, de marketing, planejamento, promoção de vendas, publicidade, etc.

Já nas agências especializadas, o serviço prestado - como a própria terminologia deixa claro -, é limitado por certo grau de especialização, onde as tarefas realizadas pela equipe da agência são segmentadas ou agrupadas de acordo com a espécie de serviço a que se dedica a agência. Em geral a qualidade deste serviço é muito superior ao de uma agência full service, mas não é raro que esteja completamente dissociado da estratégia de comunicação do cliente. É o caso de agências digitais, promocionais e de eventos. E esta dissociação não é por acaso, as agências promocionais tendem a vender ações promocionais, as agências digitais tendem a vender estratégias de comunicação em meios digitais e as agências de eventos, provavelmente, colocaram toda a verba do cliente em um mega evento.

Ou seja, nas agências full service a estratégia fica comprometida pela falta de tempo, mas o cliente tem um parceiro para resolver todos os problemas de comunicação. Já nas especializadas a estratégia fica comprometida pela falta de isenção da agência em defender outros meios diferentes daquele a qual resolveu se especializar, distribuindo a verba apenas nos meios que é especialista, porém executa com maior qualidade os seus serviços em relação a uma agência full service.

domingo, abril 24, 2005

Propaganda autenticamente feminina

Este artigo é um resumo de um das palestras da 19ª Semana Internacional da Criação Publicitária, realizada em abril de 2005 no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo. Palestrantes: Cheryl Berman e Marlene Bregman

Cheryl é responsável pela criação da Leo Burnett para a América do Norte e assim como dos aspectos administrativos e operacionais dos departamentos de criação e produção. Em dobradinha com Cheryl, Marlene Bregman – vice-presidente de planejamento estratégico da Leo Burnett – durante a 19ª Semana Internacional da Criação Publicitária, apresentaram os resultados de uma pesquisa realizada pelos escritórios da Leo Burnett pelo mundo.

A pesquisa encontrou e analisou os principais aspectos que afastam ou aproximam as mulheres da propaganda contemporânea, além disso, apresentou vários exemplos das últimas décadas onde, segundo a própria Cheryl, a mulher não é bem representada como uma mulher de atitude, e que propaganda deve aprender a se adaptar.

Hoje, além do desejo de formar uma família, a mulher quer – e assim já faz, participar ativamente das decisões dentro e fora de casa. Em um dos dados apresentados, apontaram-se os seguintes fatos: 1 em cada 4 mulheres ganha mais que os maridos; 35% das mulheres são críticas em relação à propaganda feita para elas; 65% consideram que as propagandas produzidas para o público feminino, de diversos segmentos, são condescendentes e nos Estados Unidos, de 2 a cada 3 dólares são as mulheres tomam a decisão de como utilizar.

Outro ponto importante da pesquisa é que o público feminino é dividido, basicamente, em dois grandes grupos de interesses diferentes: as jovens – não foi apontada faixa etária – que não se sentem bem representadas pela propaganda para as mulheres, porém não se sentem ofendidas. Este grupo procura o mesmo humor da propaganda feita para homens, contanto que não seja negligenciada a inteligência delas. Já o grupo das mulheres adultas, buscam a emotividade e índices que revelem sua autenticidade.

Outdoor,Indoor e interativa.



Este artigo é um resumo de um das palestras da 19ª Semana Internacional da Criação Publicitária, realizada em abril de 2005 no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo. Palestrante: Miguel Angel Furones


Como Chief Creative Officer Mundial da Leo Burnett. Miguel Angel Furones tem a responsabilidade de de mater e aprimorar a qualidade criativa em mais de 96 agências da Leo Burnett no mundo.Além disso, é fundador e presidente da Vitruvio Leo Burnett na Espanha – um país sob os holofotes do mercado de comunicação mundial e já reconhecido pela criatividade da propaganda.

Em sua palestra durante a Semana Internacional de Criação, segunda-feira 25/04, apresentou alguns dados atualizados sobre o comportamento do consumidor e, partindo da análise destes dados, defendeu uma tríade para processo de criação - onde todos os tipos de mídia são divididos em apenas três categorias: indoor, outdoor e interativa.

Indoor
As mídias indoor são representadas pelos veículos de massa nos quais os consumidores já esperam ser seduzidos pela propaganda, e portanto ficam menos suscetíveis à persuasão. Para a publicidade em mídias indoor é necessária a utilização de temáticas mais emotivas que apelam para os sentimentos do receptor.

Outro ponto para o sucesso da propaganda veiculada em mídias indoor é o respeito à inteligência dos consumidores. Para exemplificar isto, foi exibida uma campanha de televisão para o McDonalds, em que um locutor explica que o brinde que o McDonalds está dando não é grátis, e que na verdade os consumidores estão pagando por ele ao comprar o sanduíche.

Outdoor
Outdoor é surpresa, contato – utiliza-se do inesperado para encantar os consumidores – e, em casos especiais, é o meio, a mensagem e o contexto. No conceito de Furones, mídias outdoors não são apenas placas de rua, mas sim qualquer iniciativa para “pegar” os consumidores despreparados. Em um de seus exemplos, Furones mostrou um cartaz, criado por uma agência do grupo Leo Burnett no Brasil, para ser veiculada em banheiros de grande movimentação. No cartaz: apenas uma chamada para vender a própria mídia “É mais fácil seduzir alguém quando já se está de calças arriadas”, neste caso, a mensagem é meio e o contexto, não restando fuga para o pensamento do consumidor.

Interativa
A caçula da tríade, foi exemplificada através da mídia espontânea do marketing viral - onde o plano de mídia é definido pelo próprio consumidor. Citou e mostrou alguns exemplos de vídeos criados para marcas tradicionais distribuídos exclusivamente pela internet, em que seus produtos ou serviços são vendidos de maneira menos ortodoxa ou mesmo chocante em comparação aos vídeos criados para televisão, e por serem tão diferentes são redistribuídos em massa pelos consumidores.